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O real e o grito do meu coração


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Estamos vivendo tempos difíceis e dramáticos. Antes mesmo da crise do coronavírus já podíamos perceber uma sociedade polarizada em suas opiniões, com dificuldade de dialogar e tentando superar uma crise econômica na qual milhões de brasileiros se sentiam incertos quanto ao futuro. Exatamente nesse cenário fomos impactados pela realidade de um novo vírus, desconhecido, altamente contagioso e que poderia matar inúmeras pessoas. A crise do novo coronavírus serviu de catalizador e amplificou uma realidade que já era, por si só, incerta e complexa.


Iniciou-se a estratégia de isolamento social para conter uma pandemia para a qual não tínhamos remédio ou vacina e sobre a qual conhecíamos muito pouco. Uma realidade totalmente nova para a nossa geração. Diante dela assistimos ações totalmente descoordenadas do poder público, em seus diferentes níveis e localidades, e comportamentos erráticos na sociedade. Em algum momento o esforço da luta contra esse novo vírus começou a dividir espaço com um embate político-partidário que claramente buscava fortalecer posições ideológicas próprias e distintas diante da realidade, acenando em certa perspectiva com algum risco de conflitos institucionais mais graves. No limite, começou a surgir o medo de comprometimento da própria democracia.

Estamos todos envolvidos nesse contexto e, mesmo sem perceber, somos afetados e influenciados por ele. Estamos diante de uma guerra de narrativas que desconsidera a realidade e desvaloriza o fato, optando muitas vezes pela versão deste. E como já sabemos, toda vez que partimos da versão de um fato (e não da realidade em si) nos baseamos em nossos critérios pessoais, nos interesses que nos cercam. Nenhuma ideia sobre a realidade é maior do que a própria realidade e para fazermos valer nosso ponto de vista muitas vezes temos que recortar, reduzir, encaixotar a realidade. A consequência imediata e visível dessa postura é a violência, a incapacidade de construirmos pontes e de dialogarmos.


Mas, imersos nesse dramático caldo cultural, podemos perceber espaços de positividade que emergem da realidade. Um deles é o aumento da participação da sociedade civil que se organiza para responder aos problemas concretos da comunidade, independente da atuação governamental. Temos vários exemplos: pequenas cooperativas se unindo para produzir máscaras, grupos de pessoas recolhendo donativos para os mais carentes, pequenos empreendedores repensando seu negócio para atender seus clientes, uma maior predisposição ao trabalho colaborativo... É maravilhoso ver como, mesmo estando confinados, se pode construir algo grande, partindo do que se carrega no coração.


Percebemos também um maior envolvimento dos jovens, e das pessoas em geral com o tema da política. É certo que, muitas vezes esse envolvimento se dá a partir de uma visão ideológica parcial e pode ser manipulada por quem tem interesses particulares. Porém, um olhar positivo sobre o momento atual nos revela a necessidade de protagonismo e envolvimento com o real, inclusive com a política, que não víamos em um passado relativamente próximo. O que nos permite expressar essa positividade em comunhão com o outro é a possibilidade de partir da certeza de que nosso interlocutor tem o mesmo desejo de bem que eu, mesmo que divirjamos politicamente, mesmo que a forma concreta de responder a esse desejo seja diferente da minha. Essa certeza de compartilharmos a mesma necessidade de bem é o que nos permite dialogar e construir juntos.


Diante do real, todos nós temos um desejo de verdade e positividade. E para responder a esse desejo, temos a ferramenta que nos permite desafiar o contexto no qual nos encontramos: o coração. É no grito do coração, sedento por justiça, beleza e verdade que está a possibilidade de interagirmos com a realidade como ela é. E mais do que isso: existe um local onde esse coração pode ser educado. Existe uma amizade que se ajuda nesse caminho. A Companhia das Obras é certamente a expressão dessa amizade, que tem seu fundamento em um fato histórico com mais de 2.000 anos. Na acolhida sincera e amável do Mistério que vem ao meu encontro e gera em mim uma positividade e uma abertura que faz o meu coração respirar. Desperta um interesse genuíno pela pessoa, independente da posição no cenário político – se mais à direita ou mais à esquerda.


É por isso que vale a pena falar sobre e viver a política. É por isso que vale se jogar sem medida no real. Esse é o desafio que a Companhia das Obras faz a cada um que encontra.

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