Espaço Voluntários


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POR QUE SER VOLUNTÁRIO?

O que é Voluntário
Ser voluntário é doar parte do seu tempo e de seu talento  para melhorar a qualidade de vida da comunidade.

Compaixão e religiosidade
O voluntariado inspirado pela compaixão está intimamente ligado à religiosidade brasileira. Suas raízes podem ser encontradas nas Santas Casas, instituições parcialmente movidas pelo trabalho voluntário, que a Igreja Católica implantou no Brasil a partir do século XVI, conforme modelo trazido de Portugal, outro exemplo é a Pastoral da Criança, que atua na área da saúde materno-infantil, mobilizando um corpo de voluntárias superior a 100 mil pessoas. Também as outras religiões desenvolvem ações sociais, envolvendo doações e trabalho voluntário, todas elas pregando a caridade como a maior das virtudes, conforme ensinamentos de Cristo, Maomé, Buda ou Moisés.

Solidariedade e apoio mútuo

Muitas vezes, como fatores determinantes do voluntariado, somam-se compaixão e solidariedade. Entenda-se esta última como sentimento que leva um grupo de pessoas a se unir para se auto-ajudar. Este é o caso do tipo de voluntariado praticado em diversas religiões, cuja inspiração está muito mais na solidariedade, na necessidade de apoio mútuo, embora sem excluir o sentimento de compaixão. Em verdade, o voluntariado solidário, de auto-ajuda, compõe entre os brasileiros uma imensa rede que ainda não foi suficientemente estudada. Envolve o apoio mútuo nas diversas comunidades de origem (nordestinos em São Paulo, gaúchos no Centro-Oeste, descendentes dos imigrantes orientais, judeus etc.), as relações de vizinhança e parte do voluntariado praticado por diferentes religiões. Exemplo tipicamente brasileiro de voluntariado de auto-ajuda é o mutirão, que consiste na reunião de vizinhos, colegas de emprego, parentes para uma determinada tarefa. Pode ser construir a casa de um dos membros do grupo, fazer reparos numa estrada de uso comum, erguer uma igreja, ajudar alguém que teve sua propriedade danificada pela natureza.

Vantagens para o voluntário:

  1. Realização pessoal;
  2. Aquisição de novos conhecimentos e competências;
  3. Desenvolvimento de capacidades, como a iniciativa e criatividade;
  4. Reforço do sentido de responsabilidade social e cidadania;
  5. Fortalecimento do espírito de solidariedade;
  6. Promoção do melhor que há em nós;
  7. Defesa de uma causa, um valor;
  8. Participação de cursos de orientação e formação interessantes;
  9. Convivência com pessoas diferentes;
  10. Vivência de novas situações.

  Vantagens para a entidade:

  1. Troca de experiências;
  2. Uma visão diferente da entidade;
  3. Colaboração espontânea;
  4. Novas idéias;
  5. Condição de existência e sobrevivência;
  6. Fonte de motivação;
  7. Força aliada para o desenvolvimento de todos os projetos que a entidade desenvolve.

 

Deveres do Voluntário:

  1. Manter os assuntos confidenciais em absoluto sigilo;
  2. Respeitar as normas (formais e informais) e regimento interno da entidade;
  3. Respeitar valores e crenças das pessoas e da entidade na qual trabalha;
  4. Agir de acordo com os princípios da entidade onde se encontra inserido;
  5. Empenhar-se em oferecer os melhores serviços possíveis;
  6. Não utilizar os recursos da entidade sem autorização prévia;
  7. Não abusar da posição da entidade para benefício pessoal;
  8. Avisar previamente quanto à sua necessidade de se desligar temporária ou definitivamente contribuindo para que as missões na entidade não saiam prejudicadas;
  9. Aproveitar as capacitações oferecidas e colocá-las em prática em prol da entidade;
  10. Trabalhar com ética;

Deveres da entidade:

  1. Oferecer informação acerca da missão da organização, objetivos e área na qual o voluntário vai atuar;
  2. Oferecer acesso a informações e descrições claras do trabalho e responsabilidades que cabem ao voluntário;
  3. Oferecer para o voluntário oportunidade de desenvolver uma tarefa que valorize e aproveite ao máximo sua capacidade, de acordo com seus conhecimentos, experiências e interesses;
  4. Proporcionar que o voluntário conheça os dirigentes da entidade, equipe de trabalho, grupo de voluntários, público alvo, usuários e beneficiários;
  5. Cumprir os termos acordados com o voluntário  quanto ao tempo a ser doado, ao trabalho a ser;
  6. Oferecer apoio e acompanhamento no trabalho que o voluntário desempenha (formação, supervisão, esclarecimento de dúvidas e avaliação do seu desempenho e expectativas) e considerar suas opiniões e sugestões.

LEGISLAÇÃO

Lei do Voluntariado

Lei n 9.608, de 18 de fevereiro de 1998.
Criada pelo então Presidente Fernando Henrique Cardoso.

Dispõe sobre o serviço voluntário e dá outras providências
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA
Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º - Considera-se serviço voluntário, para fins desta Lei, a atividade não remunerada, prestada por pessoa física a entidade pública de qualquer natureza ou instituição privada de fins não lucrativos, que tenha objetivos cívicos, culturais, educacionais, científicos, recreativos ou de assistência social, inclusive mutualidade.
Parágrafo único: O serviço voluntário não gera vínculo empregatício nem obrigação de natureza trabalhista, previdenciária ou afim.

Art. 2º - O serviço voluntário será exercido mediante a celebração de termo de adesão entre a entidade, pública ou privada, e o prestador do serviço voluntário, dele devendo constar o objeto e as condições do seu serviço.

Art. 3º - O prestador do serviço voluntário poderá ser ressarcido pelas despesas que comprovadamente realizar no desempenho das atividades voluntárias.
Parágrafo único: As despesas a serem ressarcidas deverão estar expressamente autorizadas pela entidade a que for prestado o serviço voluntário.

Art. 4º - Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.

Art. 5º - Revogam-se as disposições em contrário.

Brasília, 18 de fevereiro de 1998; 177 da Independência e 110 da República.
FERNANDO HENRIQUE CARDOSO
Paulo Paiva

Onde estão?

Com relação à área de atuação dos voluntários:
   57% atuam em instituições religiosas;
   17% atuam em instituições de assistência social;
   14% atuam na saúde e educação;
   8% atuam em instituições de defesa de diretos e ações comunitárias;
Com relação às atividades dos voluntários:
   53% prestam serviços de apoio e infra-estrutura;
   18% atuam em atividades de ensino e treinamento;

apoio psicológico e aconselhamento, cuidados pessoais e serviços profissionais em geral
15% atuam na captação de recursos;
14% atuam em atividades religiosas.
(Fonte: CVSP)

DEMANDAS

Interna
Aumento do público atendido, necessidade de conhecimentos específicos, etc.
Externa
Parcerias, programas de voluntariado corporativo, etc.

 


 

Fontes de Voluntários para o nosso gesto

Paroquia Padre Ticão
Metrocamp - Campinas
União dos Escoteiros do Brasil - Brasil
Programa Mesa Brasil – Rio de Janeiro
Instituto Marista de Solidariedade – Brasília
Paróquia S. Pio – Brasília
Paróquia N. Sra Glória– Brasília
Centro Educativo (Obra AVSI) - Salvador
AVSI - Salvador
COF - Salvador
CLU - Salvador
Colégio Marista - Salvador
Paróquia Boa Viagem - Salvador
Faculdade Feira de Santana - Salvador
Faculdade Social da Bahia - Salvador
Associados do SESC - Londrina
Movimento Comunhão e Libertação (São Paulo, Campinas, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, S. J. Rio Preto, Salvador, Brasília, Londrina, Sorocaba, Florianópolis)
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Florianópolis

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